Salve, salve anormais desse Brasil varonil
Faz algumas semanas que aconteceu um acontecimento (eita redundância dos diachos) marcante aqui na cidade de Belém, na qual mora e reside (hoje é o dia das redundâncias) este que vos escreve (vulgo EU). Esse fato foi o desabamento de um edifício em construção.
Um amigo fez um texto falando sobre esse incidente e eu coloquei aqui no blog. “Lei-lo-ei-lo-lhe clicando aqui”. Esse amigo foi convidado para fazer parte da equipe (de uma pessoa até agora) de postadores do NZ, e ele aceitou.
Hoje será a estréia dos textos dele aqui no blog e já o fará com um tema muito legal. Notem que pelo título, vocês já devem imaginar do que se trata. Se gostarem ou não deixem comentários.
Após 18 dias de muitos protestos na cidade do Cairo o povo egípcio conseguiu enfim a queda de Hosni Mubarak, vulgo “Múmia do Deserto”, que cedeu às pressões e renunciou nesta sexta-feira dia 11 de fevereiro, pondo fim a um regime autoritário de três décadas. Vai ver o presidente estava inspirados nas velhas historias dos Faraós que ficavam no poder até a morte, e enquanto vivos só acumulavam riquezas.
Digo-lhes isso, caros leitores, porque o presidente em questão possui uma pequena fortuna calculada, aproximadamente, entre US$ 2 bilhões (R$ 3,3 bilhões) a US$ 3 bilhões (R$ 5 bilhões) segundo o governo norte americano. Mas não se sabe o quanto deste dinheiro foi mandado para fora do país. Será que Mubarak veio estudar política aqui no Brasil?
A revolta egípcia explodiu após uma onda de protestos no norte da África que havia derrubado o então presidente da Tunísia Zine El Abidiel Ben, que fugiu do pais no dia 14 de janeiro. Sem contar no Iêmen, na Jordânia e em outros países árabes que também estavam passando por uma revolta civil.
No Egito o povo acusou Mubarak de repressão, fraudes eleitorais, corrupção, coisas que pra nós, brasileiros, já são normais. O responsabilizaram também pelo alto índice de desemprego no país, que possui 80 milhões de habitantes. Quanta semelhança com o Brasil, né?
Os rebeldes se concentraram na Praça Tahrir (liberdade, em árabe), no centro da cidade do Cairo. O governo tentou impor o toque de recolher, mas os egípcios foram contra as ordens, que culminaram no corte dos sinais de internet e de telefone, num gesto desesperado para conter os protestos. Noooossa que meda!
Mais de 300 pessoas morreram nas manifestações, mas finalmente suas famílias poderão contar essa história por várias e várias gerações, e com certeza esses manifestantes se tornarão heróis da nação por terem derrubado o regime da Múmia Mubarak.
O único problema vai ser se houver o “Retorno da Múmia” ai o povo tá ferrado!
Texto de Felipe Ribeiro.
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